Movimento questiona por que abrir mais um Centro de Referência para Mulher em Guainases

O movimento de mulheres “Abra os olhos companheiras” está questionando a prefeitura sobre a abertura, em Guaianases, de um novo Centro de Referência para a Mulher, que trata de casos de violência doméstica. Segundo elas, a prefeitura anunciou a implantação de um novo centro a poucos metros de onde já existe um há oito anos. Além disso, elas questionam o uso do dinheiro público, a falta de transparência da licitação e o porquê de não construir o centro em uma região da cidade que seja carente nesse tipo de atendimento.
 
“O edital já saiu pronto, não houve licitação”, afirma uma representante do movimento, que pede para não ser identificada. “A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) tem uma parceria com ONGs e elas, nesses casos, têm que apresentar propostas para ‘tocar’ o projeto. O fato de nenhuma Organização ter apresentado proposta revela o quanto as decisões do executivo municipal são tomadas de forma alheia à sociedade civil e significa que o serviço não tem previsão para ser executado”, diz.
Segundo o movimento, o fato mais grave, porém, é o de uma casa já ter sido locada sem ter a execução de um serviço público e já ter dotação orçamentária para reforma com um valor de mais de 124 mil reais, firmado no dia 23/03 e publicado no Diário Oficial na data de 05/04. No D.O do dia 24/03, foi publicado que a prefeitura já está pagando ao locador um aluguel de R$ 2 mil, valor que o movimento considera alto.
“Queremos saber por que esse dinheiro todo já está investido e por que não fazem um centro, por exemplo, no Itaim Paulista, região que é sabido a carência que tem nesse tipo de serviço, assim como alto número de casos de violência doméstica”, é o questionamento do movimento.
No dia 04/04, foi realizada uma reunião na Smads com uma representante do movimento, um da vereadora Juliana Cardoso (PT), um do vereador Carlos Neder (PT) e a assessora da vice-prefeita Alda Marco Antonio, Ângela Demarchi. De acordo com uma carta manifesto do grupo, nada foi esclarecido ao movimento. Ângela teria dito apenas que Guianases tem demanda para o serviço e que ele seria “implantado quer vocês concordem ou não”.
A reportagem do SPressoSP entrou em contato com a assessoria de imprensa da Smads, que disse desconhecer qualquer fato relacionado à criação de um Centro de Referência para as Mulheres em Guaianases.

Publicado em 6 de abril de 2012   

Por Mario Henrique de Oliveira

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