Voluntários tentam recuperar usuários de drogas da Cracolândia

Se o dependente químico aceita ajuda é levado para casa de acolhimento.
Coordenador da Pastoral dos Moradores de Rua critica trabalho da polícia. Uma das alternativas para os dependentes químicos que aceitam ajuda para deixar a Cracolândia, no Centro de São Paulo, é a Casa de Acolhimento, da Pastoral dos Moradores de Rua, da Igreja Católica. Os voluntários apostam na amizade para tirar os usuários de drogas da rua.
Um vídeo feito pela Pastoral dos Moradores de Rua mostra como os usuários de crack são abordados na rua. Cícero José Honorato decidiu abandonar a Cracolândia há uma semana. Ele tem 25 anos e desde os 11 usava crack. Ele aceitou a ajuda e passa parte do dia limpando uma igreja em São Mateus, na Zona Leste. "É melhor, mas tem horas que bate a vontade. O que ajuda são os amigos."
Quando o dependente aceita ajuda, é levado para uma das cinco casas de acolhimento que existem na Grande São Paulo. Todas ficam longe da Cracolândia. Na Zona Leste, os usuários não tomam remédio para superar o vício e contam apenas com o carinho dos voluntários. Durante o dia, trabalham na horta e plantam a maior parte dos alimentos que consomem.
Vanderlei Dias viveu mais de 20 anos na Cracolândia e busca ajuda pela quinta vez. "Perdi família, filhos, dignidade. Hoje eu tento restaurar minha vida, procurando apoio."
O coordenador da Pastoral dos Moradores de Rua, padre Júlio Lancelotti, disse que é preciso delicadeza para lidar com pessoas tão fragilizadas e criticou o trabalho da polícia com os dependentes químicos.
“Você deliberadamente causar dor e sofrimento para alguém? Isso é tortura e é eticamente inaceitável. O que nós precisamos é ter um método de convencimento e um método de ir ao socorro da pessoa e não aquilo que nós colocamos como problema da pessoa”, diz padre Júlio.
A Polícia Militar informou, através de nota, que desconhece qualquer tipo de agressão ou abordagem truculenta por parte dos PMs em relação aos usuários de droga na região da Cracolândia. A PM pede para que a população denuncie o abuso no 190 ou no 181, caso não queira ser identificada.

 G1 
10/01/2012 12h24 - Atualizado em 10/01/2012 12h48


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