Dependentes da Nova Luz recusam atendimento, revela levantamento


29 de dezembro de 2011 - 08:55
guilherme kastner
Dependentes da Nova Luz recusam atendimento, revela levantamento
Um total de 9.941 pessoas recusaram tratamento do órgão da Prefeitura
Há pouco mais de dois anos, a concentração de usuários de drogas, em especial, de crack, no entorno da Estação da Luz e nas ruas Helvetia ou Guaianazes vem migrando também para outros bairros e partes da Capital, como as regiões do Glicério e Liberdade, onde em outubro, o Metrô News denunciou um ponto da ‘Nova Cracolândia’.
A Ação Integrada Centro Legal da Prefeitura e do Estado age nos locais e só por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, até outubro, já fez mais de 22 mil abordagens na região. Mas o número de internações para esses dependentes químicos ainda preocupa.
De acordo com dados divulgados pela pasta, enquanto 2.673 pessoas foram encaminhadas a tratamento de dependência química de álcool ou drogas no Centro até outubro, 9.941 recusaram qualquer atendimento do órgão. Os dados, que apontam ainda cerca de 9 mil encaminhamentos a postos de serviço como obtenção de documentos, mostram que para cada dependente que aceitou seguir para tratamento, outros quatro permaneceram nas ruas.
Para a psicanalista com mais de 30 anos de experiência na área e integrante da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica Elza Maria Lopes, por terem optado pela situação de rua e principalmente, pela influência das drogas na perda de valores e conceitos, os dependentes como da Cracolândia rejeitam qualquer tipo de tratamento ou ajuda. “O Poder Público tem que trabalhar em longo prazo para a Educação e conscientização das pessoas para que não surjam novos dependentes nas ruas. Para os que já estão lá, o convencimento é difícil e poucos aceitam. Cabe muito mais a polícia coibir o fornecimento de drogas a essas pessoas, já que tratamento, só uma minoria aceita”, diz a especialista.
Prefeitura garante investimentos e ações para cuidar do problema
Questionada, a Prefeitura reiterou investir no atendimento a pessoas em situação de rua e também a dependentes químicos. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, para o atendimento à dependência química a pasta dispõe de 22 Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). Além disso, o Município tem um CAPS 24h, na Sé, desde fevereiro de 2009. Nas unidades, segundo a Prefeitura, cada paciente passa por atendimentos diversos, multiprofissional, além de dar suporte não só aos pacientes como também a seus familiares. A unidade disponibiliza um serviço telefônico, em período integral, de orientação e aconselhamento.

Lucas Pimenta
metronews.com
29 de dezembro de 2011 - 08:55

Comentários

  1. No Estado de São Paulo, as soluções estão todas direcionadas para o "visual". A Polícia Militar surge aos olhos da população como a "resolução coerciva" do absurdo que se tornou o abandono público da situalção da cracolândia. As subprefeituras dos coronéis reforça a máquina estatal das aparências.

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