Ato e Passeata pela Vida do Povo de Rua em São Paulo.

Pontualmente as 09:00 h., 650 pessoas se reunirão no auditório externo da Câmara Municipal de São Paulo, iniciando o “Ato Público da População em Situação de Rua”.

Convocado por diversas organizações de Assistência Social, compareceram trabalhadores, representantes sindicais, usuários, gerentes de projetos, religiosos, estudantes, e uma considerável quantidade de jornalistas dos diversos médios de comunicação.

No ato inicial, o Sr. Andersom do Movimento Nacional da População de Rua, fez referencia da dramática situação, que estão sofrendo os usuários, com o fechamento de vários equipamentos na cidade. Sinalizou a precarização das condições de  saúde,  na rede sócio-assistencial, que possibilitou o incremento de um 98% dos casos de tuberculose.

O Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMSP, Vereador Jamil Murad, indicou que no dia de amanhã, serám tratados os casos de homicídios padecidos por catadores, semanas atrás, no bairro do Brás. Agregou que, a PM tem detectado 25 gangues organizadas - perto de 200 pessoas - para práticas  de intolerância. Promete cobrar medidas.

Com o canto “Eu sou povo... eu sou gente... eu quero falar” a passeata iniciou seu percorrido pelo centro antigo da cidade, visitando diversos pontos da esfera governamental.
Em todos eles, protocolou-se um documento onde se solicita informações, num prazo de 20 dias, sobre os equipamentos fechados. Indicando que  “se essas alterações foram aprovadas pelo COMAS (Conselho Municipal de Assistência Social)” e cobrando o cumprimento da Lei 12.136 e o decreto 40.232, referente ao Programa de Atenção à População em Situação de Rua.

No Prédio da DP, foram recebidos pelo Defensor Público, onde foi comunicada a apertura do “Núcleo de Atendimento a População em situação de Rua” que funcionará na Rua Riachuelo 268. O Padre Lancelotti denunciou  que a Secretario de Segurança Urbana,  proibiu aos moradores em situação de rua, pernoitar nas redondezas do Largo Sta Cecília.

Na sede da SMDAS,  a Sra Nazareth Cupertino, coordenadora do FAS, efetuo a leitura do documento protocolado. Coincidentemente uma outra manifestação de funcionários municipais da área de educação agregou-se as reivindicações do Ato.

No Marco Zero da cidade –na Praça da Sé, frente a Catedral - efetuo-se um ritual de queima, de todos os símbolos negativos da população de rua: cobertores usados e cartazes de protesto.
Onde acontece tradicionalmente, o “Chá do Padre” da Rua Riachuelo (SEFRAS) efetuo-se o fechamento do ato com lanche  e declarações dos participantes: “o ato foi muito bom... por que fomos recebidos na sala de nosso advogado: o Defensor Público”.

O ato teve a cobertura da Radio CBN, TV Brasil, TVT, TV Cámara, Jornal da Tarde, Folha de São Paulo, e registrado por estudantes do Centro XI de Agosto da USP.

Com. Comunicação FAS-SP

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