25 de novembro é o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher

Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Realizada desde 1991, em aproximadamente 130 países, a Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres busca estabelecer um elo simbólico entre violência contra as mulheres e direitos humanos, enfatizando o fortalecimento da auto-estima da mulher e seu empoderamento como condições para sair das situações de violência. Por essa razão, no Brasil, a Campanha adota como slogan Uma vida sem violência é um direito das mulheres!
No dia 25 de novembro de 1960, Pátria, Minerva e Maria Tereza, as irmãs Mirabal, foram brutalmente assassinadas a mando do ditador Trujillo. As três lideravam um movimento de libertação política da República Dominicana. Junto com seus maridos, familiares e outros participantes do movimento, Las Mariposas lutavam pelo fim da ditadura, da violência e pela democracia.

A República Dominicana é um país do Caribe. Sua história foi muito conturbada, alternando autonomia e dependência, além de passar por diversos períodos de ditadura. Provavelmente, a fase mais sombria de sua história tenha sido entre 1930 e 1961, quando Rafael Leónidas Trujillo, “El Jefe”, governou o país, protagonizando uma das ditaduras mais ferozes e perversas do continente latino-americano. Trujillo acreditava que eliminando as Irmãs Mirabal seus problemas acabariam, mas o assassinato de Las Mariposas causou comoção e levou o povo dominicano a se unir contra o ditador.
No Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho de 1981, a data do assassinato das Mirabal foi proposta como Dia Latino-Americano e Caribenho de luta contra a violência à mulher. Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que 25 de novembro é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em homenagem ao sacrifício de Las Mariposas. Para saber mais sobre as Irmãs Mirabal há os livros A Festa do Bode e No Tempo das Borboletas, que possui um filme homômino.
Uma em cada três mulheres do mundo já foi vítima de violência física e sexual. No Brasil uma mulher é agredida a cada 15 segundos. Na maioria das vezes o agressor é o parceiro, um familiar ou uma pessoa próxima. Desde pequenas, meninas sofrem com violência e discriminação. Organizações em defesa dos direitos da mulher lutam para eliminar as brechas e anacronismos nas leis, porém as mudanças precisam reverberar na sociedade, na maneira como a mulher é vista.
Hoje, a pessoa que está situada na área mais baixa das pirâmides sociais é a mulher negra, pobre, lésbica e velha. Há muito preconceito contra as mulheres em suas casas, nos espaços públicos, no mercado de trabalho. Muitas não têm liberdade para tomar suas próprias decisões, há intolerância contra sua sexualidade. As mulheres ganham menos que os homens, ocupam menos cargos do alto escalão. Não temos nem mesmo metade do parlamento formado por mulheres. As mulheres sofrem mais ao envelhecer, pois perdem a beleza jovem tão cultuada atualmente. E o preconceito está cada vez mais presente e arraigado na sociedade machista e intransigente, estampado em capas de jornais como no caso de Geyse Arruda, escondido nos casos de abortos clandestinos que levam mulheres a serem chamadas de criminosas, implícito nas novelas em que os homens têm liberdade para traírem suas esposas e reforça-se a idéia de que eles podem ter casos furtivos com as empregadas domésticas., já que essas são subordinadas a eles. A falta de liberdade feminina é também uma grande violência.
É por liberdade que as Irmãs Mirabal lutaram, é por liberdade que lutamos a cada dia. Liberdade de ser a mulher que eu quiser, a mulher politizada ou não, a mulher que tem filhos ou não, a mulher que faz um aborto ou não, a mulher depilada ou não, a mulher que faz sexo com quem quiser ou não, mas acima de tudo a mulher que deve ser respeitada e que de maneira alguma pode sofrer qualquer tipo de violência, seja ela física ou psicológica, apenas por ser mulher. Nada justifica a violência contra ninguém. E há muitas coisas que você pode fazer para acabar com a violência contra a mulher.

fonte: http://srtabia.com

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