"O Ato do Povo da Rua": GCM tenta intimidar manifestação

No dia 20 de maio, aconteceu o "Ato do Povo da Rua", uma manifestação das pessoas em situação de rua da cidade de São Paulo contra a violência, agressão e mortes e por políticas públicas.
Logo cedo, um grupo de 50 pessoas encontraram-se embaixo do viaduto da Vila Galvão, na divisa de Guarulhos e São Paulo para uma celebração ecumênica. Foi lembrado que, naquele espaço, no dia 11 de maio, foram executadas 6 pessoas em situação de rua. Assim, foram fincadas sete cruzes, como sinal de compromisso e visibilidade das 6 mortes e a sétima em memória do massacre de 2004.
Às 9 horas, na Praça da Sé, estavam reunidas, aproximadamente, 800 pessoas que caminharam, em seguida da Praça da Sé à Câmara Municipal. Ao passar pela sede da Prefeitura de São Paulo, funcionários da Guarda Civil Metropolitana começaram a filmar a manifestação. Segundo representante do Movimento Nacional da População de Rua, aquele fato representava uma forte intimidação e criticou a iniciativa da GCM.
No final, a manifestação foi recebida na Câmara Municipal por vereadores que compõem a “Frente Parlamentar em Defesa do Cidadão em Situação de Rua”.

Celebração em memória dos companheiros que foram executados embaixo do Viaduto da Vila Galvão.
Organização: Movimento Nacional da População de Rua, Fórum Permanente de Acompanhamento das Políticas Públicas para a População em Situação de Rua de São Paulo e pela Frente Parlamentar por Políticas Públicas para as Pessoas em Situação de Rua.
Apoio: Pastoral do Povo da Rua, Fórum das Organizações que trabalham com a população em situação de rua e Sindicato dos Comerciários de São Paulo/UGT.
Redação do jornal O Trecheiro, 20 de maio de 2010
Fotos: Alderon Costa

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